O Blog Arquivo Crucial não hospeda nenhum arquivo no seu servidor. Se alguma postagem venha prejudicar o seu autor, por favor entre em contato para a exclusão imediata da mesma. Nosso objetivo é apenas divulgar. Compre os CD´s originais e prestigie seu artista favorito.

sábado, 17 de agosto de 2013

Akira S e as Garotas que Erraram - Ao Vivo no Projeto Não São Paulo

Cortesia: Antonio Celso Barbieri

Image and video hosting by TinyPic

01. Atropelamento e Fuga
02. O Futebol
03. Monstros
04. Ana Lógica
05. Grito em Hora Redonda
06. Sobre as Pernas



Uma banda com dois baixos e nenhuma guitarra. O vocalista berra, guincha, aciona um tape-deck e até desce do palco. Em uma música tocam três instrumentistas, na seguinte podem ser seis ou mais.

Há menos de um ano, quando Akira S e o vocalista e letrista Pedreira Antunes se conheceram, estavam com idéias muito próximas sobre música. Akira toca baixo desde 77, estudou piano, música erudita e eletroacústica, tocou samba, jazz, tecnopop. A única experiência de Pedreira em fazer música tinha sido uma banda bastante falada mas pouco ouvida, N.º 2. Apesar da disparidade de formação e experiências, as idéias de ambos giravam em tomo da utilização de tapes e, eventualmente, dois baixos. "Sem vícios guitarrísticos", segundo Akira. Edson X, baterista há seis anos, foi chamado em caráter provisório para a primeira apresentação (outubro de 84)e está lá até hoje.

O nome da banda foi pensado para o duo - sim, Akira S era o Akira, que nem é S, mas Tsukimoto, e "as Garotas que Erraram", no feminino e no plural, era o Pedreira Antunes. Mas tal nome revelou-se profético, e vieram as garotas propriamente ditas: uma baixista iniciante, também ex-N.º 2, Anna Ruth, nos teclados, e a mais nova aquisição da banda, Corina, que tocou piano na tenra infância e cantou em um grupo quando morava na Inglaterra. Bem, até agora elas não erraram.

"Tento aproveitar tudo que sei", diz Akira. "Tudo" é uma vasta gama, que vai dos eruditos contemporâneos à discothêque, detendo-se no rock e no funk, sem deixar o velho e execrado samba de lado: Akira vaticina que vai fazer com o samba o que aconteceu com o funk - "uma musica de gueto que se universalizou", nas palavras de Pedreira. E ele quem expressa a intenção teórica da banda: "Botar em curto-circuito os procedimentos do pop, quer os musicais, quer as letras, quer as performances de palco".

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...