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    domingo, 13 de março de 2011

    Dark Tranquillity

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    Não são todas as bandas do antigo “metal inovador” que estão na ativa há mais de dez anos, como é o caso dos suecos do Dark Tranquillity. A banda originalmente foi formada no distante ano de 1989, em Gotemburgo – Suécia – com o nome de Septic Broiler. A banda possuía um direcionamento mais extremo, ou seja, o som do grupo estava dentro do death/black metal. Mas desde aquela época, uma das intenções dos membros do Septic Broiler era não se prender totalmente dentro de um estilo, e o interesse em inovar estava sempre presente, já que uma das características do som do grupo era a agressividade do metal extremo com arranjos mais calmos. Todo o trabalho do Septic Broiler girava em torno do vocalista Anders Friden (que mais tarde sairia para se unir ao In Flames); na sua casa é que aconteciam os ensaios, porém nenhum dos músicos sabia tocar direito. Após quatro anos de muito esforço e aprendizado, o grupo resolveu trocar de nome – e a partir de 1993 o grupo começou a se chamar Dark Tranquillity.

    Já com um trabalho de certo modo conhecido no underground sueco, o grupo conseguiu um contrato com a Spinefarm Records para o lançamento do seu primeiro álbum, que recebeu o nome de “Skydancer”. Este ‘debut’ marcou a inserção de teclados no death metal do Dark Tranquillity. A banda chamou bastante atenção da mídia especializada internacional, e no ano seguinte, com o lançamento do EP “Of Chaos and Eternal Night”, o nome Dark Tranquillity começou a se firmar no mundo inteiro.

    Procurando por uma gravadora que poderia desenvolver uma maior divulgação do estilo do grupo, o Dark Tranquillity resolveu trocar de gravadora, partindo para o ‘cast’ da Osmose Records, que tinha o seu trabalho exclusivamente voltado ao death metal. O som do grupo estava cada vez mais direcionado ao então ‘death metal melódico’, e no ano de 1995 a banda estreou na nova gravadora com o lançamento de “The Gallery”. Nesta época, a mídia começou a classificar o trabalho do Dark Tranquility como “Gothemburg Sound”, por praticarem um estilo que na época estava surgindo em grandes proporções dentro do seu país. Um grande diferencial da banda na época era a temática lírica, já que as letras eram baseadas em temas como ciência e mitologia, artes, psicologia e o ser humano como um todo; afinal, não são todas as bandas de metal extremo que seguem esta temática em suas composições.

    A cada novo trabalho lançado, as composições do grupo tornavam-se cada vez mais diretas, sempre trazendo energia e fortalecendo as partes melódicas. Em 96 a banda lançou um segundo EP, “Enter Suicidal Angels”, que serviu apenas para aumentar sua fama, e conseqüentemente, foi responsável pelo surgimento de novos grupos que começaram a seguir o mesmo estilo. O Dark Tranquillity neste ano tomou proporções de banda ‘mainstream’, e foi necessária uma troca de gravadora, para uma com um suporte muito maior que a Osmose Records.

    Ao passar a trabalhar com a Century Media, uma das primeiras atividades nesta nova gravadora foi a participação de um tributo ao Iron Maiden, com uma versão para “22 Acacia Avenue”. Em 1998 saiu o então novo álbum do Dark Tranquillity, intitulado “Projector”, que possuía uma maior complexidade. O ex-guitarrista Mikael Stanne, que substituiu Friden, colocou a sua voz no estilo da banda (passando ao cargo de vocalista) de forma mais limpa, revivendo as características de sua banda de outrora, o Hammerfall (Mikael foi um dos membros fundadores do Hammerfall, mas preferiu deixar a banda para trabalhar com um estilo de sua maior preferência, o death metal).

    “Projector” também serviu para mostrar as idéias criativas da dupla de guitarristas, Niklas e Fredrik Johansson, além da grande participação do baterista Anders Jivarp e do baixista Martin Henriksson, que ajudaram muito na modernização dos arranjos do som do Dark Tranquillity. “Projector” levou o nome do grupo a uma indicação ao Grammy Awards da Suíça (melhor banda de rock) e ainda proporcionou as maiores turnês da banda, ao lado de grandes nomes como Arch Enemy, Children of Bodom (na Europa) e Soilwork (no Japão).

    Sem muito tempo para descanso, o grupo começou o ano de 1999 com a gravação de “Haven” (álbum que só teve o seu lançamento efetivado em 2000), que surpreendeu os fãs pela mudança na formação: o tecladista passou a ser Martin Brandstrom e o baixo ficou a cargo de Michael Nicklasson, que trouxeram uma nova face ao som do Dark Tranquility, a maior presença dos teclados no som.

    Após a turnê de promoção de “Haven” e dois anos para descanso, “Damage Done” foi produzido e lançado em 2002, novamente pela Century Media. O CD se mantêm muito pesado (ainda dentro do death metal) e com as raízes principais dentro do ‘death metal melódico’, pela forte presença de teclados. É com “Damage Done” que o Dark Tranquility pode ser inserido no grupo das maiores bandas de metal da atualidade.


    1993 – Skydancer: Download

    1995 – The Gallery:
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    1997 – The Mind’s I:
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    1999 – Projector:
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    2000 – Haven:
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    2002 – Damage Done:
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    2005 – Character:
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    2007 – Fiction:
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